Pró-governo diz que uma troca de Marcão virou o clássico e recolocou o Fluminense no G4
Pró-governo diz que uma troca de Marcão virou o clássico e recolocou o Fluminense no G4
O Vasco controlou o primeiro tempo no Maracanã com intensidade, pressão e maior volume, mas não transformou a superioridade em vantagem. Na comparação de Juca Kfouri, “se futebol fosse boxe e tivesse contagem por pontos”, a etapa terminaria 20 a 10 para a equipe de São Januário. Ainda assim, o colunista considerou que, pelo conjunto da partida, “mais justo seria o empate”.
O Fluminense ofereceu pouco antes do intervalo: teve apenas uma finalização, sofreu para escapar da marcação e se envolveu em reclamações, inclusive após um confronto verbal entre o árbitro Davi de Oliveira Lacerda e Canobbio. A diferença apareceu depois. Mais descansado, o time tricolor recuperou o controle emocional, aumentou a pressão e explorou a queda física vascaína.
Outra leitura destaca menos a justiça do placar e mais a capacidade de adaptação. Marcão reorganizou a marcação ainda no primeiro tempo, aproximou Canobbio de Renê e recuou Ganso para facilitar a saída de bola. Quando o Vasco perdeu fôlego, o treinador lançou Lucho Acosta — uma substituição que mudou o clássico. O argentino entrou no lugar de Ganso e marcou quatro minutos depois, superando Lucas Piton após cruzamento de Soteldo.
Acosta também encerrou um jejum que durava desde maio. “Tem um tempo que eu estava esperando esse momento”, afirmou o meia-atacante, que celebrou o impulso antes do duelo com o Platense pela Libertadores.
Assim, as avaliações partem do mesmo diagnóstico e chegam a ênfases diferentes: o Vasco produziu mais quando tinha energia, mas falhou na conclusão; o Fluminense foi menos vistoso, porém mais eficiente. O 1 a 0 devolveu o Tricolor ao G4, ampliou para cinco jogos a invencibilidade de Marcão e manteve o rival na zona de rebaixamento.
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