Pró-governo diz que Antonelli transformou uma largada desastrosa em vitória histórica em Monza
Pró-governo diz que Antonelli transformou uma largada desastrosa em vitória histórica em Monza
Kimi Antonelli saiu do fundo do grid para ocupar o centro da festa em Monza. Aos 20 anos, o piloto da Mercedes largou em 19º, avançou 18 posições e tornou-se o mais jovem vencedor do GP da Itália — além do primeiro italiano a triunfar no circuito desde Ludovico Scarfiotti, em 1966. “Nosso herói italiano. Mereceu muito”, resumiu o chefe da equipe, Toto Wolff.
A narrativa heroica, porém, esconde uma corrida bem mais turbulenta. Antonelli cumpria estratégia diferente, fez uma parada adicional e aproveitou um safety car virtual para retornar à disputa. Depois de escalar novamente o pelotão, alcançou George Russell, escapou para a brita na primeira tentativa de ultrapassagem e assumiu definitivamente a liderança a três voltas do fim. Russell terminou em segundo, com Max Verstappen completando o pódio.
Gabriel Bortoleto também protagonizou uma recuperação, mas em outra escala. O brasileiro perdeu posições nas duas largadas, chegou a cair para 18º e reagiu até terminar em 11º, fora da zona de pontos. Ainda assim, não economizou elogios ao vencedor: “Eu achei incrível, parabéns para ele, ele merece. […] Fez, com certeza, uma grande corrida. Fez jus ao carro dele.”
O contraste ficou claro: enquanto a Mercedes ofereceu a Antonelli condições para converter ritmo e estratégia em vitória, Bortoleto disse que a Audi continua limitada nas largadas e pela potência do motor. Para ele, melhorias relevantes só devem chegar na próxima temporada.
A festa italiana também teve um lado amargo. Lewis Hamilton levou a Ferrari ao sexto lugar, mas Charles Leclerc abandonou após bater na Parabolica e provocar bandeira vermelha. Ele deixou o carro caminhando, foi liberado pelo centro médico e deverá passar por exames adicionais antes da próxima etapa.
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