Documento falso põe Nikolas na mira de pedido de inelegibilidade

Deputados do PT acusam Nikolas Ferreira de abuso político após ele compartilhar um documento falsamente atribuído à PF. O parlamentar afirma que apenas republicou o conteúdo e o removeu depois.
Documento falso põe Nikolas na mira de pedido de inelegibilidade

Documento falso põe Nikolas na mira de pedido de inelegibilidade
Os deputados Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana Braga (PT-SP) pediram ao Ministério Público Eleitoral que apure a conduta de Nikolas Ferreira (PL-MG) e defenda sua inelegibilidade. No centro da representação está um documento atribuído à Polícia Federal — e desmentido pela própria corporação.

Para os parlamentares petistas, o episódio vai além de uma publicação equivocada. Eles apontam possível uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político, destacando que Nikolas reúne mais de 27 milhões de seguidores no Instagram e no X. A petição também solicita investigação de eventuais crimes eleitorais relacionados à divulgação de informação falsa e ao uso de documento supostamente falsificado.

Nikolas apresenta uma versão mais limitada de sua responsabilidade. Segundo o deputado, o material havia sido publicado pelo perfil Space Liberdade e foi apenas compartilhado por ele. “Um perfil, Space Liberdade postou e eu tinha compartilhado. Assim que ele deletou a minha postagem também sumiu, entendeu?”, afirmou.

A publicação buscava contestar reportagens sobre mensagens e áudios trocados entre Nikolas e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Em uma das conversas, o parlamentar pediu ajuda para uma demanda ligada à liberação de um ativo minerário. Nikolas nega ter proximidade com Vorcaro, afirma que nunca recebeu dinheiro dele e diz que ambos jamais se encontraram pessoalmente.

As duas versões convergem apenas em um ponto: o conteúdo foi removido. Divergem, porém, sobre o peso político do compartilhamento. Para os autores da representação, o alcance do deputado agrava a conduta; para Nikolas, a exclusão vinculada à postagem original reforça que se tratou de uma republicação, não de autoria própria. Caberá agora às autoridades eleitorais decidir se o caso exige investigação e pode produzir consequências para sua elegibilidade.

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