Cinzas do Anak Krakatau paralisam aeroportos e deixam 170 mil passageiros no impasse
Cinzas do Anak Krakatau paralisam aeroportos e deixam 170 mil passageiros no impasse
A erupção do Anak Krakatau terminou após cerca de 25 horas, mas seus efeitos avançaram pelos céus da Indonésia. O governo fechou temporariamente oito aeroportos, incluindo o Soekarno-Hatta, que atende Jacarta. Às 17h06 de domingo, no horário local, o balanço oficial já apontava mais de 1.550 voos e aproximadamente 170 mil passageiros afetados. Embora a Agência Geológica descarte risco de tsunami nas condições atuais, as cinzas tornaram as operações aéreas inseguras em cinco províncias.
Os relatos diferem sobretudo no recorte do impacto. Uma cobertura concentrou-se inicialmente no cancelamento de “mais de 200 voos em Jacarta”, retratando a interrupção a partir do principal centro aéreo do país. Outra apresentou um quadro mais amplo e atualizado: 964 voos teriam sido afetados apenas no Soekarno-Hatta, enquanto o total nos oito aeroportos ultrapassou 1.500. Companhias como Singapore Airlines, Malaysia Airlines, AirAsia e Lion Air cancelaram operações de e para a capital pelo restante do dia.
A diferença entre os números não aponta necessariamente contradição: os levantamentos foram divulgados em momentos e escalas distintas. Enquanto um enfatiza cancelamentos em Jacarta, os demais contabilizam voos afetados em toda a rede atingida pelas cinzas.
O episódio também reacende a memória de um vulcão marcado por tragédias. O Anak Krakatau — “Filho do Krakatau” — surgiu na caldeira deixada pela erupção de 1883. Em 2018, o colapso de parte de seu cone provocou um tsunami que matou mais de 400 pessoas. Desta vez, porém, o perigo imediato está no ar: cinzas chegaram a 6 mil metros no lado de Java e a 15 mil metros na direção de Sumatra, mantendo aeroportos fechados e passageiros à espera de uma reavaliação das condições de segurança.
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