Pró-governo diz que medo de Cuca quase transformou vitória do Santos em desastre
Pró-governo diz que medo de Cuca quase transformou vitória do Santos em desastre
O Santos saiu do Beira-Rio com uma vitória crucial, mas também com uma advertência. Para Casagrande, o time mostrou organização, agressividade e precisão antes de Cuca trocar o ímpeto pelo controle. “O Santos deveria ter pressionado para ampliar o placar, em vez de tentar administrar a vantagem por 45 minutos”, escreveu o comentarista, atribuindo o sufoco final às escolhas defensivas do treinador.
A leitura factual reforça o contraste entre os dois tempos. Gabigol aproveitou um erro de Félix Torres para abrir o placar, sofreu e converteu o pênalti que provocou a expulsão de Matheus Bahia, e viu Cristian Oliva fazer o terceiro. O Santos terminou a etapa inicial com três gols em três finalizações. Depois, porém, permitiu que Aguirre e Bruno Henrique recolocassem o Internacional na partida. Ainda assim, segurou o 3 a 2 nos acréscimos e alcançou 32 pontos, na 12ª colocação; o Inter permaneceu em 18º, com 25.
Milton Neves foi ainda mais direto ao tratar o resultado como uma goleada desperdiçada. Com 3 a 0 e vantagem numérica, avaliou que “parecia questão de tempo para uma goleada histórica”. Em vez disso, o Santos “quase entregou o resultado de bandeja”, embora a vitória tenha deixado o clube em situação confortável na luta contra o rebaixamento.
As três avaliações chegam ao mesmo ponto por caminhos diferentes: o Santos foi devastador quando atacou e vulnerável quando recuou. O placar trouxe oxigênio, confirmou Gabigol como referência — agora com dez gols no Brasileiro — e aprofundou a crise colorada. Mas o segundo tempo mostrou que administrar uma vantagem pode ser tão arriscado quanto buscá-la.
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