Confusão no Beira-Rio deixa versões diferentes sobre tentativa de invasão
Confusão no Beira-Rio deixa versões diferentes sobre tentativa de invasão
A derrota por 3 a 2 para o Santos, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou em tumulto no Beira-Rio. Os dois relatos descrevem gradis derrubados, depredação e intervenção policial, mas apresentam versões diferentes sobre até onde o grupo de torcedores conseguiu avançar.
Uma das versões afirma que os manifestantes “invadiram o setor onde ficam os vestiários dos jogadores” e entraram em confronto físico com integrantes da segurança privada. Segundo esse relato, houve chutes, lançamento de grades e reação dos seguranças com cassetetes. A Polícia Militar foi chamada, e rojões teriam sido disparados na direção do batalhão de choque antes de o grupo recuar.
O outro relato sustenta que os torcedores “forçaram a entrada”, mas foram impedidos pelos seguranças do clube. A confusão teria continuado no pátio, com novo quebra-quebra e gradis no chão, até a tropa de choque isolar a área. A diferença é relevante: uma versão descreve a invasão como consumada; a outra, como uma tentativa barrada.
Apesar da divergência, ambos os textos apontam a mesma origem para a revolta: o colapso esportivo do Internacional. O time chegou a dez partidas sem vencer no Brasileirão, somava 25 pontos e permanecia na zona de rebaixamento. A eliminação diante do Grêmio na Copa do Brasil ampliou a pressão sobre a diretoria e o técnico Paulo Pezzolano.
A resposta interna, porém, foi de continuidade. Após a partida, o executivo de futebol Fabinho Soldado manteve Pezzolano no cargo e manifestou confiança em uma reação. O contraste é duro: enquanto a direção aposta em estabilidade, parte da torcida respondeu à sequência negativa com uma escalada que ultrapassou o protesto e mobilizou seguranças e policiais.
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