Oposição diz que demora de Moraes tirou Michelle do ato de Flávio
Oposição diz que demora de Moraes tirou Michelle do ato de Flávio
Michelle Bolsonaro ficou em Brasília e não participou da manifestação liderada por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista. A explicação imediata foi familiar e jurídica: sem uma decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a substituição da ex-primeira-dama nos cuidados de Jair Bolsonaro, ela optou por permanecer ao lado do marido.
Para aliados, a ausência não foi uma escolha política. Damares Alves atribuiu diretamente o episódio à falta de análise do pedido para incluir outra pessoa na escala de cuidados. “Se ela fosse, ficaria no mínimo dez horas fora de casa. Ela é responsável por ele. Ele (Moraes) quer prender os dois”, afirmou. O STF, procurado pela reportagem citada, não se manifestou.
A leitura política, contudo, é menos simples. O encontro seria uma oportunidade para exibir reconciliação entre Michelle e Flávio após meses de atritos públicos. Também colocaria a ex-primeira-dama, vista como peça importante na aproximação com o eleitorado feminino, ao lado do senador em um palanque de projeção nacional.
Sem Michelle, Flávio buscou preservar o objetivo central do evento: demonstrar capacidade de mobilização e reforçar sua candidatura, em uma manifestação marcada pelas palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”. Uma transmissão divulgada por Rodrigo Constantino também destacou o grito “Fora Moraes!”.
A alternativa encontrada foi a participação remota. Havia expectativa de que Michelle enviasse um vídeo ou áudio de apoio para ser exibido aos manifestantes. Assim, aliados insistiram que sua ausência decorreu de um impasse judicial; para a articulação política de Flávio, porém, ficou a imagem de uma cadeira vazia justamente quando o grupo pretendia mostrar unidade.
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