Pró-governo diz que prisão de PM expõe choque entre versão de suicídio e suspeita de feminicídio

Vinícius Costa Silva nega envolvimento na morte de Larissa Cruz Morata, mas familiares contestam sua versão. Perícias e depoimentos deverão esclarecer a dinâmica do disparo.
Pró-governo diz que prisão de PM expõe choque entre versão de suicídio e suspeita de feminicídio

Pró-governo diz que prisão de PM expõe choque entre versão de suicídio e suspeita de feminicídio
A prisão temporária do policial militar Vinícius Costa Silva, um dia após a morte da esposa, aprofundou o confronto entre duas narrativas. Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no banheiro da residência do casal, em Embu das Artes. A arma do PM estava sob o corpo.

Vinícius, que acionou a polícia, afirmou ter encontrado Larissa morta ao acordar e negou qualquer participação. Seu advogado, Roberto Montanari, sustenta que ele “desde o primeiro momento relatou às autoridades que Larissa tirou a própria vida”. A defesa também afirma que o casal mantinha boa relação, apesar da separação discutida horas antes, e que não havia histórico anterior de violência.

A família apresenta um quadro oposto. Parentes dizem que Larissa estava fazendo planos e contou à avó, naquela manhã, que havia terminado o relacionamento e se preparava para sair de casa com o filho de 2 anos. “Ela ligou entre oito e nove da manhã para falar que eles tinham terminado e que ela estava arrumando as coisas para ir embora”, relatou uma familiar. Os parentes também atribuíram ao policial comportamento agressivo — alegações contestadas pela defesa.

As versões convergem apenas em um ponto: houve uma conversa sobre o fim do relacionamento antes da morte. A irmã de Vinícius confirmou ter presenciado a discussão, mas o significado desse episódio permanece em disputa.

A Polícia Civil evita fechar o caso prematuramente. A ocorrência segue registrada como morte suspeita, diante da “dúvida razoável” sobre a hipótese de suicídio. Foram solicitados exames nas mãos de Larissa e do marido, além de análises balísticas e dos vestígios recolhidos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, nenhuma classificação definitiva será adotada antes da conclusão dos laudos.

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