Pró-governo diz que ex-ministros expõem a crise mais aguda do STF

Treze integrantes aposentados do Supremo cobram uma apuração pública e urgente, mas evitam apontar responsáveis. Enquanto eles defendem devido processo e análise colegiada, críticos exigem afastamentos imediatos.
Pró-governo diz que ex-ministros expõem a crise mais aguda do STF

Pró-governo diz que ex-ministros expõem a crise mais aguda do STF
Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal, entre eles antigos presidentes da Corte, pressionam Edson Fachin a responder publicamente ao desgaste institucional. Em carta, o grupo pede uma sessão urgente para determinar a “imediata e rigorosa apuração” dos fatos que estariam comprometendo o prestígio do tribunal, a confiança popular e a estabilidade democrática.

O documento aposta na reação institucional, não na condenação antecipada. Embora descreva o momento como a “mais aguda crise” da história do STF, não identifica ministros, delimita episódios ou pede afastamentos. Os signatários — entre eles Celso de Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Ellen Gracie e Nelson Jobim — também declaram confiança na “seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin.

A crise ganhou força após a divulgação de diálogos entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo relatório da Polícia Federal mencionado pela imprensa, o Banco Master pagou R$ 80 milhões ao escritório da mulher de Moraes, e o ministro teria editado o contrato. Moraes reagiu pedindo a investigação de André Mendonça, que retirara o sigilo do relatório; Fachin posteriormente removeu esse pedido do inquérito das fake news.

Celso de Mello sustenta que a carta mantém equidistância e busca impedir que suspeitas corroam a autoridade da Corte. Sua defesa é de escrutínio público, julgamento colegiado e respeito às garantias legais — uma tentativa de combinar transparência com prudência.

A posição contrasta com a cobrança mais contundente de Rodrigo Constantino. No X, ele afirmou que Moraes, o procurador-geral Paulo Gonet e Dias Toffoli “precisam ser afastados e investigados”, sob pena de o Supremo repetir uma atuação marcada, em sua avaliação, por “abusos e omissões”. A divergência está no remédio: os ex-ministros pedem apuração sem prejulgamento; o crítico quer afastamentos antes de qualquer conclusão.

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