Bombardeio russo em Kiev põe ofensiva diplomática de Trump à prova
Bombardeio russo em Kiev põe ofensiva diplomática de Trump à prova
A Rússia voltou a bombardear Kiev poucas horas depois de Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente americano Donald Trump, deixarem a Ucrânia. A ofensiva com mísseis e drones atingiu áreas residenciais e outros pontos da capital; os balanços iniciais divergiram entre ao menos dois mortos e dez feridos e três mortos e 16 feridos.
Para o governo ucraniano, o momento do ataque não foi coincidência. O chanceler Andrii Sybiha acusou Vladimir Putin de ordenar a ofensiva assim que os representantes americanos partiram e resumiu a posição de Kiev: “Os mísseis balísticos falam mais alto que as palavras sobre diplomacia”. Ele pediu maior pressão internacional sobre Moscou e mais interceptadores para a defesa aérea do país.
A versão russa é outra. O Ministério da Defesa afirmou ter atacado instalações militares e logísticas em Kiev, nos arredores da capital e no porto de Chornomorsk, no Mar Negro. Moscou também nega mirar civis deliberadamente. Na prática, porém, autoridades ucranianas relataram danos em pelo menos 14 prédios residenciais, uma escola, uma clínica, um alojamento estudantil e armazéns.
O confronto também avançou na direção oposta. Autoridades russas disseram que drones ucranianos atingiram infraestrutura civil na região de Saratov e que uma pessoa morreu em Starodub, perto da fronteira.
Apesar da escalada, Washington e Kiev ainda tentam preservar a via diplomática. Witkoff e Kushner classificaram as conversas como “significativas”, enquanto Volodymyr Zelensky disse ter recebido “algumas ideias muito boas”. Nenhum avanço concreto, contudo, foi anunciado — e a rápida volta dos bombardeios mostrou como a trégua continua distante.
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