Caso Master avança com intimações, mas defesa de Campos Neto contesta vazamento

PF convocou dirigentes atuais e antigos do Banco Central e André Esteves como testemunhas. Enquanto uma abordagem enfatiza o alcance político do caso, outra destaca a fiscalização do Master e a reação da defesa de Campos Neto.
Caso Master avança com intimações, mas defesa de Campos Neto contesta vazamento

Caso Master avança com intimações, mas defesa de Campos Neto contesta vazamento
A Polícia Federal determinou que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, seu antecessor, Roberto Campos Neto, o diretor de Fiscalização da instituição, Ailton de Aquino Santos, e o executivo André Esteves prestem depoimento no inquérito sobre o Banco Master. Todos foram chamados como testemunhas, condição que implica o compromisso de dizer a verdade.

Na cobertura identificada com a oposição, o caso ganha contornos mais amplos. O destaque recai sobre a suspeita de que dois ex-servidores tenham recebido vantagens indevidas e atuado em benefício do banco de Daniel Vorcaro. O texto também situa a apuração em um cenário de possíveis relações impróprias com autoridades dos Três Poderes, incluindo integrantes do Supremo Tribunal Federal — uma moldura que acentua a dimensão política da investigação.

Já a abordagem pró-governo concentra-se no funcionamento da fiscalização do Banco Central. Segundo o inquérito, Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, teriam favorecido interesses de Vorcaro e repassado informações sobre o acompanhamento do Master. Aquino já havia prestado depoimento à PF em maio; as novas audiências deverão ocorrer por videoconferência, ainda sem data divulgada.

A principal tensão aparece na reação de Campos Neto. Seus advogados afirmaram não ter recebido qualquer intimação e criticaram a divulgação antecipada do suposto despacho. “Se, de fato, existe determinação para que Roberto Campos Neto seja ouvido, é lamentável que tal informação tenha sido vazada à imprensa”, declarou a defesa. Sem acesso ao documento, acrescentou, não seria possível confirmar sua “existência, autenticidade ou teor”.

Assim, as versões coincidem nos nomes e na condição de testemunhas, mas diferem no enquadramento: de um lado, o alcance político do caso; de outro, os mecanismos internos de supervisão e a controvérsia sobre o vazamento.

https://resumosbrasil.com/stories/01a089c9-5e3e-313e-70e4-2e1405213540

Write a comment