Delação de Mineiro põe US$ 12,3 milhões de “Dark Horse” sob suspeita
Delação de Mineiro põe US$ 12,3 milhões de “Dark Horse” sob suspeita
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, homologou o acordo de colaboração premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, operador ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o relato apresentado à Procuradoria-Geral da República, Mineiro realizou sete transferências, somando US$ 12,3 milhões, para o fundo norte-americano Havengate — usado no financiamento de “Dark Horse”, longa sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A delação não encerra a discussão sobre o destino dos recursos; ela a amplia. A Polícia Federal e a PGR investigam se os pagamentos, feitos entre fevereiro e setembro de 2025, também bancaram a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Mineiro ainda relatou entregas de dinheiro vivo, inclusive em malas, a pessoas indicadas por Vorcaro, mas afirmou desconhecer a finalidade desses repasses.
Já o conteúdo reunido sob a perspectiva pró-governo não apresenta uma contestação direta às acusações envolvendo o Havengate. Em vez disso, trata de outra decisão do Supremo: Edson Fachin teria revogado a designação de Alexandre de Moraes para conduzir o inquérito das fake news a partir de 9 de setembro de 2026, preservando os atos anteriores e o andamento das ações penais com denúncias já recebidas.
As reações publicadas no X adotaram leitura bem mais abrangente. Leandro Ruschel afirmou que o inquérito havia sido “revogado” e defendeu que “todas as decisões precisam ser anuladas”. Em uma segunda publicação, repetiu a avaliação, desta vez mencionando expressamente a forma como o caso é chamado pela imprensa.
O contraste é claro: enquanto a homologação da delação abre caminho para apurar o circuito milionário de “Dark Horse”, o outro campo desloca o foco para os limites e efeitos de uma mudança na condução de um inquérito distinto do STF.
https://resumosbrasil.com/stories/01a089c9-5e57-0736-739b-03e17ccaa56a
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