Sete armas apreendidas ampliam pressão sobre Mário Frias no caso “Dark Horse”

A PF investiga se armas registradas em nome de Mário Frias estavam em situação irregular, enquanto apura o destino de emendas ligadas a uma entidade envolvida na produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
Sete armas apreendidas ampliam pressão sobre Mário Frias no caso “Dark Horse”

Sete armas apreendidas ampliam pressão sobre Mário Frias no caso “Dark Horse”
A apreensão de sete armas registradas em nome do deputado federal Mário Frias (PL-SP) abriu uma nova frente na Operação Make Up. Segundo a apuração, o armamento foi localizado em endereço diferente daquele informado oficialmente; computador e celular do parlamentar também foram recolhidos. A Polícia Federal agora investiga uma possível posse ilegal de arma de fogo.

Na cobertura que enfatiza a dimensão do caso, as armas aparecem como um desdobramento de uma investigação bem mais ampla. A PF suspeita que agentes públicos e privados tenham desviado recursos de emendas parlamentares, repassando-os a empresas contratadas irregularmente e sem comprovação dos serviços. O dinheiro teria relação com o financiamento de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, prevê 49 mandados de busca e apreensão. Em comunicado reproduzido pela imprensa, a PF afirmou ter identificado uma organização suspeita de direcionar recursos a empresas subcontratadas e uma “movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”.

Já relatos mais críticos dão peso maior à necessidade de esclarecer a situação documental das armas e à forma como a ação foi conduzida. Um deles afirma que o arsenal teria sido encontrado na casa de um advogado de Frias e descreve como “incomum” a movimentação das viaturas diante da imprensa.

O ponto de encontro entre as versões é claro: Frias está sob investigação, não condenado. O deputado nega irregularidades, chama a suspeita de triangulação de recursos de “puramente especulativa” e sustenta que as emendas de R$ 2 milhões destinadas ao Instituto Conhecer Brasil possuem a documentação exigida. Caberá agora à PF verificar tanto a guarda das armas quanto o caminho percorrido pelo dinheiro público.

https://resumosbrasil.com/stories/01a08c5c-ffb4-2831-7016-26167db8954c

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