Pró-governo diz que morte de Cláudio Carsughi encerra uma era do jornalismo esportivo
Pró-governo diz que morte de Cláudio Carsughi encerra uma era do jornalismo esportivo
Cláudio Carsughi morreu aos 93 anos, após permanecer hospitalizado por 27 dias devido a uma infecção respiratória. A notícia foi anunciada pela filha, Claudia Carsughi, que descreveu uma despedida serena: “Ele lutou heroicamente e partiu em paz”.
O tom íntimo da família contrasta com a dimensão pública das homenagens. Enquanto Claudia ressaltou o pai, avô e bisavô “profundamente correto”, colegas recordaram o profissional que ajudou a estabelecer um padrão técnico para a cobertura esportiva. Leonardo Bertozzi definiu Carsughi como “um gigante que dignifica nossa profissão”.
Os relatos convergem sobre o alcance de sua carreira, embora divirjam em um detalhe: uma versão afirma que ele começou como correspondente aos 13 anos; outras situam esse início aos 16. Nascido em Arezzo, na Itália, e radicado no Brasil desde a adolescência, Carsughi acompanhou os preparativos da Copa do Mundo de 1950 para o Corriere dello Sport. Formado em Engenharia pela Escola Politécnica da USP, levou às transmissões uma combinação rara de precisão técnica e rigor factual.
Sua trajetória passou por Jovem Pan, Bandeirantes, Record, Rádio Nacional, TV Brasil, ESPN Brasil e SporTV, além de publicações como Quatro Rodas, Gazeta Esportiva, Jornal da Tarde e Placar. Cobriu cinco Copas consecutivas, entre 1970 e 1986, e tornou-se uma das vozes mais respeitadas do automobilismo brasileiro.
Se a família enfatiza o caráter e o humor ácido, os registros profissionais destacam a ponte que Carsughi construiu entre Itália e Brasil. Essa história foi reunida pela filha na biografia Claudio Carsughi, 50 anos de Brasil; em 2025, ele também foi homenageado pela Assembleia Legislativa paulista como personalidade da comunidade italiana.
https://resumosbrasil.com/stories/01a08c5d-006d-1aea-7057-034663b2a02e
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