Pró-governo diz que operação contra Mário Frias é “cortina de fumaça” eleitoral
Pró-governo diz que operação contra Mário Frias é “cortina de fumaça” eleitoral
Mário Frias (PL-SP) reagiu às buscas da Polícia Federal com uma acusação política: chamou a operação de “cortina de fumaça” em ano eleitoral, negou irregularidades e prometeu colaborar. Segundo o deputado, a apuração envolve uma emenda “pública, registrada e transparente” de R$ 2 milhões, destinada a projetos esportivos e de letramento digital para crianças e adolescentes. “Isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição”, afirmou.
A versão da investigação abre um contraste mais incômodo. As duas emendas destinaram R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, responsável pelos projetos examinados. A PF também identificou R$ 645,4 mil transferidos por Frias, em menos de 60 dias, à Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Para os investigadores, o salário parlamentar de R$ 44.008,52 mensais coloca “em questão o lastro financeiro” dessas operações. Frias não respondeu especificamente a esse ponto em seu vídeo.
Nas redes, a reação tampouco foi uniforme. Allan dos Santos compartilhou uma mensagem que apresentava as buscas como um “ataque da PF contra a direita” e levantava suspeitas sobre um possível vazamento prévio da operação. Rodrigo Constantino, por sua vez, rejeitou a tentativa de deslocar o debate: “Cortina de fumaça é desviar o foco para o Nikolas quando a investigação é sobre atos suspeitos do Frias”.
Assim, o confronto está menos nos fatos básicos — houve buscas, apreensões e movimentações sob análise — do que em seu significado. Frias enxerga uma ofensiva eleitoral baseada em suspeitas frágeis; a PF procura esclarecer o caminho do dinheiro. E mesmo entre vozes próximas ao campo político do deputado, não há consenso sobre quem está desviando o foco.
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