Oposição diz que ciclone deixa três mortos e põe São Paulo sob risco de tornados

Enquanto o Paraná contabiliza mortes e dois tornados, São Paulo suspende aulas em áreas vulneráveis e ativa um gabinete de crise diante da previsão de tempestades severas.
Oposição diz que ciclone deixa três mortos e põe São Paulo sob risco de tornados

Oposição diz que ciclone deixa três mortos e põe São Paulo sob risco de tornados
O ciclone extratropical formado no litoral do Paraná avançou sobre São Paulo, deixando dois cenários distintos: de um lado, mortes e tornados já confirmados; do outro, uma corrida preventiva contra tempestades que ainda podem ganhar força.

Em Ponta Grossa, três pessoas da mesma família morreram depois que um barranco desabou sobre a casa onde dormiam. Ao longo de quinta-feira, 10, dois tornados também foram confirmados no Paraná. Em São Paulo, a Defesa Civil decretou alerta para todas as regiões, enquanto o Instituto Nacional de Meteorologia classificou a situação como de “perigo”.

A previsão indica que o período mais crítico deve se estender da tarde de sexta-feira, 11, à manhã de sábado, 12. Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Registro e parte de Sorocaba concentram o maior risco de eventos severos, com granizo, rajadas intensas e possibilidade pontual de tornados.

Diante da ameaça, o governo paulista suspendeu as aulas da rede estadual nessas cinco regiões nos períodos da tarde e da noite de sexta-feira. A medida também alcança Etecs e Fatecs. As unidades permanecerão abertas para atender famílias, e o conteúdo perdido deverá ser reposto até o fim do calendário letivo.

O contraste é claro: no Paraná, as autoridades lidam com uma tragédia consumada; em São Paulo, a prioridade é reduzir a exposição da população. Dez alertas via Cell Broadcast e 52 mensagens de SMS já foram enviados. Um gabinete de crise também deve operar no Palácio dos Bandeirantes entre sexta e sábado.

A preocupação é ampliada pelo solo encharcado. Segundo a Defesa Civil, a capital paulista acumulou cerca de 100 milímetros de chuva nos primeiros dez dias de setembro — mais de 50% acima da média histórica de 66 milímetros prevista para o mês inteiro.

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