Pró-governo diz que Flamengo foi letal sem precisar dar espetáculo
Pró-governo diz que Flamengo foi letal sem precisar dar espetáculo
O Flamengo saiu de Quito com uma vantagem enorme e uma atuação aberta a duas leituras. O resultado sugere autoridade; o roteiro mostra sobrevivência, precisão e frieza. Sem finalizar no primeiro tempo e com apenas 32% de posse de bola, a equipe resistiu à pressão do Independiente del Valle antes de marcar com Bruno Henrique e Léo Pereira — seus únicos dois chutes certos na partida.
A diferença está no critério usado para julgar a noite. Para quem cobra imposição, o Flamengo ofereceu pouco durante 45 minutos: viu Carlos González acertar a trave, teve dificuldade para conservar a bola e quase não ameaçou. Para quem valoriza adaptação, porém, a resposta após o intervalo foi exemplar. Jorginho encontrou Samuel Lino no lance do primeiro gol; depois, uma jogada ensaiada terminou no cabeceio de Léo Pereira.
Mauro Cezar Pereira resumiu esse contraste: “não foi uma grande atuação, foi sim uma grande vitória”. Na avaliação do comentarista, o Flamengo também tem o direito de vencer “sem dar espetáculo”. Outra análise foi além e destacou a defesa, que afastou 29 bolas dentro da área, como símbolo da maturidade rubro-negra na altitude.
O placar também ganhou peso histórico. O Flamengo tornou-se o primeiro visitante a derrotar o Del Valle em um mata-mata de Libertadores em Quito, encerrando uma sequência equatoriana de nove vitórias e cinco empates como mandante nessa fase.
Ainda assim, Leonardo Jardim evitou transformar vantagem em classificação antecipada, definindo o triunfo como “um passo importante, mas não decisivo”. No Maracanã, o Flamengo poderá até perder por um gol; derrota por dois levará a decisão aos pênaltis. Entre a cautela do treinador e o entusiasmo provocado pela eficiência, fica a síntese: o time não encantou, mas golpeou quando importava.
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