Pró-governo diz que julgamento expõe violência contra Donnarumma, mas réus contestam acusações

O casal relata agressões e ameaças durante a invasão do apartamento em Paris. No tribunal, um acusado admite participação, enquanto outros dois rejeitam a acusação de terem coordenado o crime.
Pró-governo diz que julgamento expõe violência contra Donnarumma, mas réus contestam acusações

Pró-governo diz que julgamento expõe violência contra Donnarumma, mas réus contestam acusações
O julgamento em Paris recolocou sob os holofotes o assalto sofrido por Gianluigi Donnarumma e Alessia Elefante em julho de 2023, quando o goleiro ainda defendia o Paris Saint-Germain. O casal afirma que foi surpreendido durante a madrugada, amarrado e pressionado a entregar dinheiro, relógios e outros objetos de luxo.

Segundo o relato apresentado à Justiça, Donnarumma acordou com um invasor dentro do apartamento na Avenue Montaigne. Ele teria sido atingido no rosto com um soco-inglês e ameaçado com uma faca. Alessia, grávida na época, contou que também foi atacada quando disse desconhecer a senha de um cofre: “Eu disse que estava grávida, mas eles continuaram”. Após a fuga, os dois conseguiram se soltar, buscaram ajuda em um hotel e foram levados ao hospital. As estimativas iniciais apontaram prejuízo próximo de R$ 3 milhões.

No banco dos réus, porém, não há uma versão única. Ilyas Kherbouch e Khyan Mamouni são acusados de coordenar o roubo enquanto estavam presos, mas ambos negam envolvimento. Moktar Diop admite ter participado da invasão, embora conteste responsabilidade pela violência contra o casal. Assim, enquanto as vítimas descrevem uma ação organizada e brutal, as defesas procuram separar planejamento, invasão e agressões.

Documentos do processo detalham que os criminosos levaram 2 mil euros, joias, bolsas, relógios Cartier e Audemars Piguet, além das chaves de um Mercedes e de um Lamborghini. Dois participantes que eram menores de idade já receberam penas de três e quatro anos. Um quarto suspeito, que havia admitido envolvimento, morreu na prisão em 2024.

O contraste agora domina o julgamento: de um lado, depoimentos minuciosos sobre ameaças e violência; de outro, admissões parciais e negativas de comando. Caberá ao tribunal definir o papel de cada acusado.

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