Guerra no STF: Moraes acusa Mendonça de esconder 180 documentos do caso Master
Guerra no STF: Moraes acusa Mendonça de esconder 180 documentos do caso Master
A disputa sobre o caso Banco Master virou um confronto aberto dentro do Supremo. Alexandre de Moraes pediu a Edson Fachin o levantamento “de todo e qualquer sigilo, sem exceção” e o julgamento conjunto dos procedimentos que envolvem sua própria atuação e a de André Mendonça. Para ele, separar os casos criaria risco de decisões contraditórias e “tumulto processual”.
Moraes afirma que Mendonça liberou apenas parte de 15 procedimentos, mantendo fora do alcance dos demais ministros 18 petições e 180 documentos. Foi além: classificou a medida como “levantamento seletivo e direcionado” destinado à “proteção ostensiva de determinado grupo político”, sem identificar qual seria esse grupo.
Mendonça apresenta uma versão oposta. Em resposta a Fachin, disse que “todas as peças efetivamente disponíveis já foram devidamente publicizadas” e negou esconder 180 documentos. Segundo o ministro, a divergência pode envolver peças transferidas para outros processos ou registros internos, como ofícios e mandados, contabilizados de maneira diferente pelo sistema.
A Procuradoria-Geral da República, porém, considerou incompleta a listagem divulgada e pediu a abertura de todos os arquivos, preservando apenas diligências em andamento ou ainda não realizadas. Fachin acolheu o pedido e deu 24 horas para providências.
A cobertura crítica a Moraes enfatiza outro lado da crise: os documentos já públicos incluem mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e informações sobre o contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Também ressalta que parte do sigilo pode decorrer de diligências ainda em curso.
Nas redes, Eduardo Bolsonaro repercutiu uma lista com os 15 processos liberados por Mendonça. Já Leandro Ruschel desafiou Moraes a oferecer o próprio celular para perícia, deslocando a cobrança por transparência para o ministro que exige a abertura integral do caso.
O ponto comum é a defesa pública de transparência. A ruptura está em quem estaria limitando essa transparência — e com qual finalidade.
https://resumosbrasil.com/stories/01a092cc-a67c-0d97-7247-05584cd9567f
Write a comment