Oposição diz que Correios ameaçam plano de saúde e empurram trabalhadores para greve
Oposição diz que Correios ameaçam plano de saúde e empurram trabalhadores para greve
Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve nacional por tempo indeterminado após sucessivas negociações terminarem sem acordo. Para as entidades sindicais, o movimento é uma reação à proposta da empresa para o plano de saúde; do outro lado, os Correios ainda não haviam apresentado publicamente sua versão sobre a paralisação.
A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), que reúne seis bases sindicais, informou que todas as 35 assembleias concluídas até o fechamento da apuração aprovaram a greve. São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos, Maranhão e Mato Grosso do Sul rejeitaram a proposta da estatal. A entidade sustenta que tentou construir uma saída negociada, inclusive por meio de mediação no Tribunal Superior do Trabalho, mas não houve avanço.
O maior choque está no plano de saúde de trabalhadores, aposentados e familiares. Segundo a representação da categoria, “a direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano”, uma mudança que provoca temor sobre o custeio e a continuidade da assistência médica. As federações também relacionam a greve ao fracasso das conversas sobre salários.
Enquanto a Findect e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) descrevem a empresa como inflexível, os Correios permanecem sem contraponto público registrado nas reportagens. Assim, o debate está desequilibrado: os sindicatos detalham suas objeções, mas a estatal ainda não explica como pretende financiar o benefício nem como responderá às reivindicações.
Apesar da escalada, a Findect afirma que continua disposta a negociar. A categoria cobra uma proposta que preserve direitos e o plano de saúde, ao mesmo tempo que promete manter o atendimento à população no centro das discussões. Sem resposta da direção ou do governo federal, porém, a greve segue sem prazo para terminar.
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