Paulo Angioni morre aos 80 anos e deixa legado que atravessa gerações no futebol
Paulo Angioni morre aos 80 anos e deixa legado que atravessa gerações no futebol
Paulo Sérgio Scudiere Angioni morreu aos 80 anos, na madrugada deste sábado, no Rio de Janeiro. Diretor executivo de futebol do Fluminense, ele estava internado em um hospital da Zona Sul e tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro.
Uma perspectiva sobre sua trajetória olha para além das Laranjeiras. Angioni começou no futebol no início da década de 1980 e passou 14 anos no Vasco, antes de trabalhar em clubes como Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense. Também atuou na CBF e foi supervisor da seleção brasileira em 1989 e 1990. Na despedida, o Fluminense o definiu como pioneiro na função de diretor executivo e destacou, além das conquistas, a “coleção de amigos que acumulou ao longo de sua trajetória”.
A outra leitura coloca no centro sua quarta passagem pelo Fluminense, iniciada em 2018. Angioni participou da montagem e da manutenção do elenco campeão da Libertadores de 2023, além de ter influência no retorno de Fernando Diniz e na liberdade concedida ao treinador para implementar seu modelo de jogo. A parceria ajudou a construir uma equipe marcada pela posse de bola e pela aproximação entre os jogadores.
As duas perspectivas se encontram no reconhecimento de um dirigente decisivo, mas iluminam legados diferentes. De um lado, está o profissional que ajudou a consolidar uma função ainda nova no futebol brasileiro e circulou por alguns dos maiores clubes do país. De outro, o executivo diretamente ligado à retomada do protagonismo tricolor, com títulos estaduais, a Libertadores de 2023 e a Recopa Sul-Americana de 2024.
Mais do que um currículo extenso, Angioni deixa uma marca construída entre bastidores, formação de jovens e relações pessoais — uma influência que atravessou mais de quatro décadas do futebol brasileiro.
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