Desabamento fatal na Penha abre disputa sobre regularidade da obra

Duas mulheres morreram após um prédio em construção cair sobre residências. Enquanto a prefeitura aponta irregularidade, a construtora afirma que tinha alvará e aguarda a perícia.
Desabamento fatal na Penha abre disputa sobre regularidade da obra

Desabamento fatal na Penha abre disputa sobre regularidade da obra
O desabamento de um prédio em construção sobre residências na Penha, zona leste de São Paulo, deixou ao menos duas mulheres mortas — uma delas grávida — e abriu duas frentes urgentes: a procura por desaparecidos e a apuração das responsabilidades.

Segundo uma das versões, os bombeiros buscavam ao menos quatro pessoas nos escombros. Uma menina de 5 anos foi levada ferida ao Hospital Tatuapé, enquanto outra vítima foi encaminhada pelo Samu a uma unidade da região. Cães farejadores e equipes da Defesa Civil e da prefeitura participavam da retirada manual dos destroços.

Herbert Chino Choque, de 43 anos, afirmou que vivia no imóvel atingido com a mulher, as filhas de 5 e 7 anos e outros parentes e amigos. A casa também abrigava a oficina de costura do grupo. “Minha filha de 7 anos e minha mulher estão sob os escombros”, relatou.

Outra cobertura, porém, registrou cinco desaparecidos e descreveu o edifício como uma construção de 12 andares embargada. Também informou que um homem e uma criança foram retirados com vida, enquanto 16 equipes dos bombeiros, com 42 agentes, atuavam no local. A primeira versão mencionava 11 pavimentos e dizia que as autoridades ainda avaliavam se a forte tempestade daquela madrugada contribuiu para o colapso.

A principal divergência envolve a legalidade da obra. O prefeito Ricardo Nunes declarou que a construção era irregular. Já Alexandre Sambi, advogado da New House, sustentou o contrário: “A obra tinha alvará. Portanto, a prefeitura concedeu a licença; estava totalmente regular”. Segundo ele, apenas uma perícia poderá determinar a causa real do desabamento.

Enquanto as versões colidem, o ponto comum permanece nos escombros: localizar as vítimas e amparar as famílias atingidas.

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