Pró-governo diz que Guto Miguel perdeu um título dramático, mas ganhou impulso para virar profissional.
Pró-governo diz que Guto Miguel perdeu um título dramático, mas ganhou impulso para virar profissional.
Guto Miguel chegou a poucos pontos de fechar sua passagem pelo tênis juvenil com mais um Grand Slam. Cabeça de chave número 1, o brasileiro de 17 anos venceu o primeiro set, perdeu o segundo e caiu diante do norte-americano Marcel Latak por 6/3, 5/7 e 6/7 (13/15), numa final marcada por viradas e tensão até a última bola.
Um dos relatos enfatiza o golpe mais duro: Guto teve três match points, mas não conseguiu convertê-los. Antes disso, recuperou-se de uma desvantagem de 7 a 2 no super tie-break e salvou quatro oportunidades de título de Latak. O norte-americano acabou vencendo após duas horas e 46 minutos, sob gritos de “USA”, enquanto torcedores brasileiros continuaram a aplaudir o goiano.
A leitura sobre o resultado, porém, vai além do placar. Se a derrota impediu Guto de conquistar seu segundo Grand Slam de simples na temporada, o torneio também confirmou uma despedida planejada. “É difícil falar agora, ainda está doendo por dentro”, afirmou o brasileiro. “Hoje termino minha carreira juvenil, decidimos que será meu último torneio. […] Agora a verdadeira jornada começa.”
O contraste é claro: a final expôs a crueldade de três chances desperdiçadas, mas o ciclo termina com metas importantes cumpridas. Guto deixa a categoria como líder do ranking mundial, campeão juvenil de simples em Roland Garros — o primeiro brasileiro a vencer a chave masculina do torneio — e campeão de duplas em Wimbledon, ao lado do esloveno Žiga Šeško.
Embora ainda pudesse disputar competições juvenis, ele decidiu abrir mão dessa rota, inclusive de possíveis torneios de fim de temporada, para se dedicar integralmente ao circuito profissional. Assim, o vice em Nova York fecha uma campanha dolorosa; ao mesmo tempo, inaugura uma aposta mais ambiciosa.
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