Pró-governo diz que Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago transformaram o Sunset em uma ponte musical atlântica

O trio combinou rap, jazz, MPB e ritmos cabo-verdianos em um espetáculo político e afetivo. Enquanto uma cobertura destacou a empolgação, outra registrou público inicialmente disperso, mas unido nos grandes refrões.
Pró-governo diz que Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago transformaram o Sunset em uma ponte musical atlântica

Pró-governo diz que Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago transformaram o Sunset em uma ponte musical atlântica
Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago chegaram ao Palco Sunset com uma proposta ambiciosa: conectar Brasil, África e Portugal por meio de jazz, rap, MPB e ritmos afro-lusófonos. A parceria, iniciada com “Esperança” — definida pelos músicos como um manifesto por reconhecimento, igualdade e transformação social — ganhou corpo em uma apresentação marcada por sintonia e fluidez.

No repertório, crítica social e intimidade caminharam lado a lado. “Amazônia” e “E Se Livros Fossem Líquidos (Poeta Fora da Lei Pt. II)” reforçaram a dimensão política do projeto; já “Ela É Foda” abriu espaço para um tom romântico. Versões de “Pérola Negra”, de Luiz Melodia, e “Oceano”, de Djavan, fizeram a plateia cantar, enquanto “Não Existe Amor em SP” recuperou um dos momentos mais reconhecíveis da carreira de Criolo.

As coberturas, porém, enxergaram de maneira diferente a temperatura do Sunset. Uma classificou o show como empolgante e destacou a recepção entusiasmada. Outra observou uma área próxima ao palco “mais esvaziada e dispersa”, embora tenha registrado braços erguidos e coro do público nas músicas mais conhecidas. Essa segunda leitura também enfatizou a apresentação do funaná cabo-verdiano e a mistura de rap, samba, frevo, MPB e música africana.

O contraste não apaga o ponto comum: o trio construiu uma apresentação de identidade própria. O piano de Amaro, as vozes de Criolo e Dino e a base de sopros, contrabaixo, bateria e percussão alternaram contemplação e intensidade. Dino ainda desenhou rostos em uma lousa durante as pausas.

No encerramento, o telão revelou a homenagem a Milton Nascimento — chamado de “o maior de todos” — e a Cabo Verde. Dino resumiu o peso da ocasião: “Já corremos alguns palcos, mas este foi sonhado. E disseram-nos que era foda.”

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