Pró-governo diz que Antonelli venceu em Madri, mas nem ele se achou merecedor

O safety car virtual virou o GP da Espanha contra Norris e entregou a Antonelli uma vitória que ampliou sua liderança. Fora do pódio, pilotos concordaram em outro ponto: o novo circuito precisa facilitar ultrapassagens.
Pró-governo diz que Antonelli venceu em Madri, mas nem ele se achou merecedor

Pró-governo diz que Antonelli venceu em Madri, mas nem ele se achou merecedor
Kimi Antonelli saiu de Madri com a vitória; Lando Norris, com a sensação de ter feito tudo certo. O pole position controlava a corrida e tinha seis segundos de vantagem quando o safety car virtual apareceu na volta 15 — tarde demais para que entrasse nos boxes sob neutralização. Antonelli, Max Verstappen e George Russell aproveitaram; Norris parou já sob bandeira verde e ainda sofreu com uma troca lenta.

O vencedor não tentou disfarçar o peso da sorte. “Tive sorte com o Safety Car, seria difícil pegar Lando. Mas vamos lá, vamos continuar forçando”, afirmou Antonelli pelo rádio. Depois, foi ainda mais direto: “É bom vencer, mas eu não me sinto tão bem, porque o Lando merecia a vitória.” O italiano também evitou antecipar a disputa pelo título, dizendo que prefere pensar “corrida a corrida”.

Norris concordou com o diagnóstico, embora sem atacar o rival. Disse ter feito uma “corrida perfeita”, parabenizou Antonelli e resumiu o revés: “A sorte não estava do nosso lado.” Verstappen, segundo colocado após resistir à pressão final da McLaren, também classificou o britânico como azarado — e celebrou o resultado da Red Bull diante do ritmo superior de Norris.

Se houve divergência sobre quem deveria ter vencido, o grid mostrou rara sintonia ao avaliar o Madring. Antonelli disse que o traçado “não cria oportunidades de ultrapassagem”; Oliver Bearman chamou o desenho de “decepção”, e Norris pediu mudanças para abrir pontos reais de ataque. Alexander Albon foi igualmente incisivo: se nem os carros menores da Fórmula 3 conseguiam passar, a F1 tampouco conseguiria.

Gabriel Bortoleto, 13º após largar em 12º e ser prejudicado pela estratégia com pneus duros, resumiu o domingo como uma “prova chata”. Para o brasileiro, o circuito é desafiador e divertido em classificação, mas carece de freadas fortes e curvas que permitam disputas.

Assim, Madri entregou um vencedor feliz, um derrotado conformado e um consenso desconfortável: sem alterações, o espetáculo dependerá mais do acaso do que das ultrapassagens.

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