Pró-governo diz que Lula vence na maior parte da Ásia e Oceania, mas Flávio dispara no Japão

A apuração no exterior desenha um mapa dividido: Lula prevalece em seis países, enquanto Flávio Bolsonaro concentra uma vantagem expressiva no Japão e vence nas Filipinas.
Pró-governo diz que Lula vence na maior parte da Ásia e Oceania, mas Flávio dispara no Japão

Pró-governo diz que Lula vence na maior parte da Ásia e Oceania, mas Flávio dispara no Japão
Os primeiros resultados da eleição presidencial entre brasileiros no exterior produziram duas fotografias bem diferentes. De um lado, Lula acumulou vitórias em vários países da Ásia e da Oceania. De outro, Flávio Bolsonaro abriu uma margem contundente no Japão, um dos maiores colégios eleitorais brasileiros da região.

A cobertura pró-governo enfatizou a “vantagem para o presidente Lula contra Flávio Bolsonaro na maioria dos países”. Na China continental, Lula recebeu 268 votos, ante 98 do adversário. O cenário se inverteu em Hong Kong, onde Flávio venceu por 105 a 99. Já no Japão, com 60 das 119 urnas apuradas, Flávio somava 12.066 votos, contra 2.240 de Lula — mais de 80% dos votos contabilizados naquele momento.

A vantagem geográfica de Lula, porém, foi ampla. Na Austrália, o presidente alcançou 5.283 votos, contra 2.022 de Flávio, ainda com três seções pendentes. Também venceu na Nova Zelândia por 234 a 34, na Coreia do Sul por 123 a 72, na Malásia por 44 a 27 e em Singapura por 190 a 92. A própria apuração ressaltava que “ainda restem poucas urnas a serem contabilizadas”, mantendo o caráter provisório do quadro.

Assim, os dois candidatos exibem forças distintas: Lula aparece competitivo em mais países, enquanto Flávio concentra uma votação numericamente muito superior no Japão e também venceu nas Filipinas. Os dados disponíveis foram fornecidos parcialmente por delegados e ainda dependiam da divulgação oficial do Tribunal Superior Eleitoral, prevista para acompanhar o cronograma nacional após as 17h de Brasília.

Antes mesmo da abertura das urnas no Brasil, 124 mil eleitores já haviam justificado a ausência pelo e-Título. Em Portugal e na Suíça, brasileiros relataram filas e esperas prolongadas — outro retrato de uma eleição que começou cedo, longe do país, mas sob intensa mobilização.

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