Pró-governo diz que caso de auxiliar do Grêmio opõe rigor judicial e cautela do clube
Pró-governo diz que caso de auxiliar do Grêmio opõe rigor judicial e cautela do clube
O auxiliar técnico do Grêmio Alexandre Mendes foi preso preventivamente na quinta-feira (8), no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. A ordem está relacionada ao suposto descumprimento de uma medida protetiva solicitada pela ex-companheira, vigente desde 5 de março e que teria sido violada entre o fim de agosto e o início de setembro.
De um lado, as autoridades apresentam a operação como o cumprimento objetivo de uma decisão judicial. A Polícia Federal afirmou que a prisão ocorreu “de forma discreta, com observância de protocolos de segurança” e sem prejudicar as operações do aeroporto. O órgão também ressaltou que sua atuação “restringiu-se ao cumprimento da ordem judicial”.
Do outro, o Grêmio adotou um tom mais cauteloso. O clube informou que “acompanha com atenção os desdobramentos do caso” e classificou os fatos como de “natureza estritamente pessoal”. Disse ainda que só voltará a se manifestar quando reunir todos os elementos do processo.
A defesa de Mendes não havia respondido ao pedido de posicionamento até a publicação da reportagem. Essa ausência deixa, por enquanto, sem contraponto público a versão processual que embasou a prisão. Mendes já havia se tornado réu, em julho do ano anterior, em um processo por violência psicológica contra a ex-companheira, com quem manteve relacionamento por seis anos.
Após ser detido, o auxiliar foi apresentado à delegacia da Polícia Civil no aeroporto e levado ao Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional para audiência de custódia. Em seguida, foi encaminhado à Penitenciária Estadual de Canoas, onde permanecia detido.
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