TSE barra vídeo contra Flávio, mas guerra de acusações cresce nas redes
TSE barra vídeo contra Flávio, mas guerra de acusações cresce nas redes
O Tribunal Superior Eleitoral mandou retirar, em até três horas, um vídeo no qual André Janones (Rede-MG) e Lindbergh Farias (PT-RJ) atribuíam a Flávio Bolsonaro (PL) propostas como jornada de 12 horas em escala de sete dias consecutivos, aposentadoria mais tardia, desvinculação de benefícios do salário mínimo e privatização da Petrobras. Para o ministro André Mendonça, é preciso separar a crítica legítima da propaganda que imputa ao adversário medidas sem respaldo objetivo. A gravação, feita diante do Ministério da Fazenda, poderia ainda transmitir uma aparência de chancela institucional. O conteúdo já somava mais de 6,8 milhões de visualizações. “É necessário distinguir a crítica política legítima […] da utilização da propaganda eleitoral para atribuir ao adversário propostas específicas que não encontram respaldo nos elementos objetivos disponíveis”, escreveu Mendonça.
Na visão apresentada por Janones e Lindbergh, as medidas seriam “três bombas” de um eventual governo Flávio. O TSE, porém, entendeu que a força retórica não estava sustentada pelo programa conhecido do candidato. Além da remoção, a decisão estabeleceu multa diária de R$ 10 mil para eventual republicação e determinou que as plataformas preservem dados de alcance e impulsionamento.
Do outro lado da disputa, aliados de Flávio também recorrem a material controverso nas redes. Javier Milei repercutiu uma publicação de Nikolas Ferreira (PL-MG) com um print atribuído à deputada eleita Ana Elisa (PT-MG), no qual ela supostamente defenderia o fechamento de igrejas. Milei chamou Lula de “campeão da campanha do medo”, enquanto Nikolas afirmou ter mudado votos com a imagem. Ana Elisa negou a autoria, classificou o print como falso e anunciou que recorreria à Justiça Eleitoral.
Os episódios expõem uma semelhança e uma diferença decisivas: os dois campos exploram conteúdos virais para definir o adversário, mas apenas o vídeo contra Flávio havia, até então, recebido uma ordem judicial de remoção. A disputa política corre nas redes; a definição do que ultrapassa a linha legal fica com os tribunais.
https://resumosbrasil.com/stories/01a121b7-765d-1ec6-71f8-25dc038df122
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