Cerco que ameaçou até 20 reféns termina com 13 crianças salvas em Curitiba
Cerco que ameaçou até 20 reféns termina com 13 crianças salvas em Curitiba
As primeiras notícias sobre a invasão ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de São Braz, em Curitiba, foram marcadas pela urgência e por números ainda imprecisos. Uma cobertura inicial afirmou que um homem com uma faca fazia “vinte crianças reféns” dentro de uma sala, enquanto o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) negociava sua rendição.
Outra apuração adotou maior cautela: as informações preliminares apontavam “entre 10 e 20 pessoas” no interior da unidade, incluindo crianças e professores. O relato também destacou o emprego do helicóptero Falcão 13 para observar a estrutura, orientar as equipes em solo e reforçar o cerco mantido pelo Bope, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal.
O balanço divulgado depois da operação mudou o foco da incerteza para o desfecho. Ao todo, 13 crianças foram retiradas do CMEI “bem e sem ferimentos graves”, segundo a Polícia Militar. Elas estavam fantasiadas para uma comemoração do Dia das Crianças e deverão receber acompanhamento médico e psicológico, assim como seus familiares.
A reconstrução posterior também revelou a gravidade da ameaça: o invasor teria espalhado combustível pela sala e pretendia atear fogo. Outras crianças conseguiram deixar o prédio em segurança enquanto a área permanecia isolada. Após mais de três horas de crise e tentativas de negociação, o Bope realizou a entrada tática; o homem foi morto.
As coberturas convergem sobre o cerco, a negociação policial e a mobilização da prefeitura, mas refletem momentos distintos. Os relatos iniciais privilegiavam o risco imediato e trabalhavam com estimativas. A informação consolidada reduziu o total de reféns para 13 e confirmou o ponto central do desfecho: todas as crianças foram resgatadas sem ferimentos graves.
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