Pró-governo diz que Justiça põe segurança acima do gramado e libera Maracanã para o Vasco
Pró-governo diz que Justiça põe segurança acima do gramado e libera Maracanã para o Vasco
O Vasco venceu mais uma disputa fora das quatro linhas. O desembargador Marcos Antônio Ibrahim, da 23ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio, determinou que a FlaFlu Serviços S.A. disponibilize o Maracanã para a partida contra o Boca Juniors, em 20 de outubro de 2026, às 21h30, pela semifinal da Copa Sul-Americana.
No centro do embate estão duas prioridades distintas. De um lado, o consórcio administrado por Flamengo e Fluminense sustentou preocupações técnicas com o estado e a conservação do gramado. Do outro, Vasco, Ministério Público e Polícia Militar defenderam que o Maracanã oferece melhores condições para uma partida de grande apelo e risco elevado.
A Justiça ficou com a segunda avaliação. No despacho, Ibrahim afirmou que “as condições de segurança dos torcedores e do entorno do estádio são mais relevantes que as filigranas agronômicas referentes ao gramado do Maracanã”. A rivalidade entre clubes brasileiros e argentinos, sobretudo em confrontos internacionais decisivos, também pesou na decisão.
O magistrado foi além da comparação entre segurança e preservação do campo. Ao analisar o histórico de recusas ao Vasco, declarou que os conflitos recorrentes com a concessionária “parecem evidenciar uma ‘questão pessoal’”. Para ele, a resistência da administradora não supera o “legítimo interesse” do clube em mandar a semifinal no estádio.
Assim, enquanto o consórcio priorizou a gestão do gramado, a decisão judicial tratou a proteção do público como fator dominante. Antes do duelo no Rio, Vasco e Boca disputarão a partida de ida em 13 de outubro, na Bombonera, em Buenos Aires.
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