Ameaças chegam à PF, mas Dino avisa que não vai recuar no STF
Ameaças chegam à PF, mas Dino avisa que não vai recuar no STF
O presidente do STF, Edson Fachin, acionou a Polícia Federal após a área de segurança da Corte identificar ameaças contra Flávio Dino. O material foi encaminhado para análise e eventuais providências, enquanto o tribunal declarou permanecer “atento à segurança de seus ministros”.
Na cobertura de veículos agrupados no campo da oposição, o foco recaiu sobre a dimensão e o teor explícito das mensagens. Segundo um dos relatos, o documento reúne “milhares de mensagens” com referências a invasão do STF, fuzilamento, explosão e linchamento de ministros. A abordagem também recuperou a atuação de Dino, quando ministro da Justiça, na adoção de medidas que restringiram o acesso a armas — contexto citado em uma das ameaças.
Já as publicações do campo pró-governo deram maior destaque à interpretação institucional e política apresentada por Dino. O ministro afirmou que o “ódio” das mensagens deriva da “repetição de mentiras, visando causar violência” e defendeu que decisões judiciais sejam contestadas por recursos, não por intimidação.
A diferença está mais na ênfase do que nos fatos. De um lado, aparecem com força os exemplos das ameaças e seus possíveis gatilhos; de outro, ganha espaço o alerta sobre os efeitos da desinformação e da pressão violenta contra o Judiciário. Ambas as perspectivas, porém, registram a mesma reação: Fachin enviou o caso à PF e o Supremo reforçou a articulação de segurança.
Dino também procurou afastar qualquer sinal de recuo. “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, escreveu. Para ele, se um magistrado passar a decidir com medo de perseguição, “não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”.
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