Terremoto de 7,7 sacode o Panamá, mas pior cenário não se confirma
Terremoto de 7,7 sacode o Panamá, mas pior cenário não se confirma
Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o sul do Panamá nesta sexta-feira (9), danificando imóveis, interrompendo o fornecimento de energia e paralisando temporariamente serviços de transporte. Apesar do susto — e de um alerta regional de tsunami —, não havia registro de mortos ou feridos.
As duas coberturas descrevem o mesmo abalo, mas priorizam ângulos diferentes. A fonte identificada como pró-governo concentra-se na situação dos brasileiros: o Itamaraty afirmou não ter recebido informações sobre cidadãos do país feridos ou afetados. O plantão da embaixada no Panamá permanecerá disponível por telefone e o ministério declarou: “O Brasil manifesta sua solidariedade ao governo e ao povo panamenhos, desejando o pronto restabelecimento da normalidade nas áreas afetadas”.
Já a cobertura classificada como de oposição amplia o retrato da emergência. Segundo o relato, um segundo terremoto, de magnitude 6,6, ocorreu cerca de duas horas e meia depois, enquanto pesquisadores da Universidade do Panamá contabilizaram mais de 45 tremores secundários. Problemas de energia atingiram seis das dez províncias do país, aulas foram suspensas e duas linhas do metrô da capital pararam por segurança.
Também houve interrupção temporária no Aeroporto Internacional de Tocumen, posteriormente reaberto. Em contraste, o Canal do Panamá não sofreu danos e manteve suas operações normais. O presidente José Raúl Mulino pediu calma e advertiu contra informações capazes de provocar pânico.
O alerta de tsunami, inicialmente estendido a áreas costeiras de vários países e territórios do Pacífico, foi suspenso horas depois. A convergência entre os relatos está no desfecho: danos e transtornos relevantes, mas sem a tragédia humana temida nas primeiras horas.
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