Pró-governo diz que rede coordenada tentou silenciar Ana Elisa
Pró-governo diz que rede coordenada tentou silenciar Ana Elisa
A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) levou ao Ministério da Justiça uma sequência de ameaças de morte e estupro recebidas nas redes sociais. A pasta acionou a Polícia Federal, pediu providências às plataformas X e Meta e afirmou haver “indícios fortes de uma rede para além das fronteiras de Minas Gerais” voltada a silenciá-la.
Segundo Ana Elisa, a intensidade dos ataques levou sua equipe a desativar sua conta no X. “Nós estávamos recebendo ameaça de morte e de estupro a cada dois minutos. Estou totalmente vulnerável”, declarou. Em outra manifestação, ela sustentou que ameaças não podem ser tratadas como consequência normal da atuação pública: “Ninguém mereça sofrer ameaça de morte por estar politicamente engajado.”
A crise ganhou força depois que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou uma suposta publicação na qual Ana Elisa defenderia o fechamento de igrejas. Ela nega ter produzido o conteúdo e pretende recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para tentar suspender a diplomação de quem o divulgou. “Fake news é crime eleitoral”, afirmou.
A equipe da petista reconheceu que outras mensagens antigas atribuídas a ela eram autênticas, mas disse que foram retiradas de contexto. Manteve, porém, a negativa sobre a postagem envolvendo igrejas. A reportagem original informou ter procurado a assessoria de Nikolas Ferreira, sem registrar uma resposta até a publicação.
Enquanto Ana Elisa e o governo apontam possível ação coordenada e violência política de gênero, a ausência de uma manifestação do deputado deixa sem contraponto direto a acusação central. A Polícia Civil de Minas Gerais já investigava denúncias anteriores, e a PF foi instada a abrir um novo inquérito para identificar os responsáveis.
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