Taquicardia preocupa, mas médicos dizem que Bolsonaro segue estável

Episódio de taquicardia e falta de ar teve curta duração e não voltou a ocorrer. Boletim enviado ao STF aponta estabilidade clínica, embora medicamentos causem sonolência e desequilíbrio.
Taquicardia preocupa, mas médicos dizem que Bolsonaro segue estável

Taquicardia preocupa, mas médicos dizem que Bolsonaro segue estável
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou taquicardia e dificuldade para respirar na última semana, segundo boletim médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio, porém, foi breve: os sintomas melhoraram espontaneamente e não voltaram a ocorrer.

O documento contrapõe a preocupação provocada pela crise à avaliação clínica atual. De um lado, registra alterações cardíacas e respiratórias; de outro, afirma que Bolsonaro “encontra-se bem” e mantém estabilidade hemodinâmica e cardiorrespiratória. Não há, no relato divulgado, indicação de recorrência do quadro.

A estabilidade também vem acompanhada de ressalvas. Medicamentos de ação central estão provocando sonolência durante o dia e desequilíbrio, efeitos que exigem cuidados para reduzir o risco de quedas. O ex-presidente segue ainda uma dieta com pouco sal e baixo teor de acidez, além de receber medidas preventivas contra refluxo gastroesofágico.

Assim, o boletim desenha dois retratos simultâneos: o de um episódio que acendeu o alerta e o de uma condição geral considerada controlada. A ausência de novos sintomas reforça o tom tranquilizador, enquanto os efeitos colaterais dos remédios mantêm a necessidade de acompanhamento e prevenção.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Depois de passar pela Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal e pelo 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, ele agora cumpre prisão domiciliar na residência da família.

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