Pró-governo diz que TV Globinho incendiou as redes, mas audiência ficou aquém da nostalgia
Pró-governo diz que TV Globinho incendiou as redes, mas audiência ficou aquém da nostalgia
A TV Globinho voltou como atração de abertura da Maratona da Esperança, no Criança Esperança 2026, reunindo Geovanna Tominaga, Letícia Colin, Ícaro Silva e Paulo Mathias Jr. O reencontro foi recebido como uma descarga de nostalgia: durante a exibição, o programa tornou-se o assunto mais comentado do X.
O entusiasmo também apareceu nos depoimentos de artistas. Renato Góes, Jeniffer Nascimento, Nicolas Prattes e outros convidados relembraram como acompanhavam os desenhos na infância, reforçando o caráter afetivo da edição. Na tela, o especial recuperou Três Espiãs Demais, Dragon Ball Z e Digimon — uma seleção concebida para falar diretamente com quem cresceu diante da programação infantil da Globo.
Mas o barulho digital não se converteu, na mesma proporção, em audiência. Dados prévios da Grande São Paulo apontaram média de 6 pontos entre 9h e 10h25, contra 4 da Record e 1 do SBT. O resultado ficou abaixo dos 7 pontos normalmente registrados pelo É de Casa nas manhãs de sábado. Em determinado momento, a Globo marcou 5 pontos, apenas um à frente da Record. Entre as animações, Digimon teve o melhor desempenho; Dragon Ball Z, o menor.
O contraste é claro: nas redes, a hashtag #TVGlobinho dominou a conversa; na televisão, o especial venceu os concorrentes, mas sem ampliar a audiência habitual da faixa. Ainda assim, a nostalgia cumpriu outra função estratégica. O Criança Esperança aproveitou a mobilização para divulgar um novo modelo de arrecadação, trocando a tradicional bancada de telefonemas por uma chamada coletiva para doações via Pix, pela chave esperanca@unesco.org.
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