TSE pressiona Meta após campanha de Lula denunciar restrições nas redes
TSE pressiona Meta após campanha de Lula denunciar restrições nas redes
O embate saiu das redes e chegou à Justiça Eleitoral. Após a campanha de Lula apontar restrições à distribuição e ao impulsionamento de suas publicações, o Tribunal Superior Eleitoral deu 48 horas para a Meta explicar como tratou contas, anúncios e conteúdos relacionados à disputa.
A coligação afirma que houve redução seletiva do alcance de postagens de Lula e de perfis do mesmo campo político, o que teria comprometido a igualdade da campanha. Também cita uma rede de 255 perfis no Instagram, supostamente geridos por inteligência artificial, que teria acumulado 58 milhões de visualizações em um mês com ataques a Lula, ao PT e à primeira-dama Janja da Silva.
A Meta apresenta uma leitura oposta. Para a empresa, as acusações são “simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”. A plataforma diz que os problemas técnicos mencionados não ficaram restritos ao Brasil nem a contas específicas e afirma estar “comprometida com a isonomia” entre os participantes da eleição.
O TSE, por enquanto, não endossou nenhuma das versões. A decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze busca preservar e reunir elementos para verificar o que ocorreu. A Meta deverá guardar registros de moderação, anúncios e métricas, além de explicar a desativação da conta publicitária da campanha em 23 de setembro, eventuais inconsistências nas visualizações e as providências adotadas diante de perfis automatizados.
O contraste é direto: a campanha enxerga possível vantagem ao adversário; a empresa descreve falhas gerais, sem motivação eleitoral. Caberá agora à documentação técnica mostrar se os episódios foram apenas instabilidades ou se produziram tratamento desigual. Depois da resposta da Meta, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral poderão se manifestar antes da análise do pedido urgente.
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