Pró-governo diz que TSE cobra provas antes de avaliar ofensiva de Flávio contra Lula e Janones

Flávio Bolsonaro tenta suspender o “Exército do Lula” e punir adversários por suposta desinformação, mas o TSE exigiu que a campanha detalhe pedidos, anúncios e arquivos antes de examinar as liminares.
Pró-governo diz que TSE cobra provas antes de avaliar ofensiva de Flávio contra Lula e Janones

Pró-governo diz que TSE cobra provas antes de avaliar ofensiva de Flávio contra Lula e Janones
A ofensiva de Flávio Bolsonaro chegou ao Tribunal Superior Eleitoral com pedidos de grande alcance: suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, remoção de publicações, interrupção de impulsionamentos e preservação de dados. A ação também busca a cassação do registro ou diploma de Lula e Geraldo Alckmin, além da inelegibilidade dos responsáveis pelas supostas irregularidades.

A campanha de Flávio sustenta que André Janones coordenaria a divulgação de conteúdos falsos e ofensivos, com conhecimento dos candidatos à reeleição. Segundo a petição, o canal distribui “missões” de compartilhamento e teria usado recursos eleitorais para impulsionar propaganda negativa.

O alvo, porém, não é uma estrutura periférica. Em menos de uma semana, o “Exército do Lula” alcançou 3,2 milhões de seguidores — dez vezes o público atribuído ao canal oficial de Lula no WhatsApp. Os advogados de Flávio afirmam que a Meta permite a manutenção de um canal “vocacionado à distribuição em massa de conteúdo desinformativo”. Janones reagiu publicamente à possibilidade de derrubada e disse que Lula prepararia novos conteúdos para o espaço.

O TSE, por ora, não comprou nenhuma das versões. O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, deu 72 horas para Flávio esclarecer se os mesmos pedidos aparecem em outros processos, indicar decisões anteriores e delimitar as medidas pretendidas. A campanha também deverá identificar anúncios ativos, apontar a irregularidade de cada publicação e detalhar quais dados deseja preservar.

Há ainda uma lacuna material: vídeos, mensagens e outros arquivos citados na petição não foram incluídos adequadamente no processo eletrônico. Flávio recebeu cinco dias para apresentá-los de forma organizada. Cueva admitiu o processamento da ação, mas ressaltou que isso não confirma as acusações; a veracidade das alegações dependerá do exame das provas. Lula, Alckmin e Janones também terão cinco dias para apresentar defesa.

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