Lula pressiona Flávio: afinal, onde cairá o corte de R$ 250 bilhões?
Lula pressiona Flávio: afinal, onde cairá o corte de R$ 250 bilhões?
Em campanha no Rio Grande do Norte, Luiz Inácio Lula da Silva transformou a promessa de ajuste fiscal do adversário em um alerta social. O presidente cobrou detalhes sobre a economia de até R$ 250 bilhões e argumentou que cortes dessa dimensão historicamente recaem sobre a população de baixa renda. “Eles sempre cortam dos pobres”, afirmou, citando aposentadorias, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, educação e salário mínimo como áreas vulneráveis.
A campanha de Flávio Bolsonaro oferece uma leitura oposta. Sustenta que estudos sobre mudanças na correção de benefícios previdenciários e assistenciais e nos pisos de saúde e educação não constituem propostas oficiais. Segundo esse campo, o ajuste começaria pela máquina pública: extinção de ao menos dez ministérios, redução de cargos comissionados e despesas administrativas, combate a supersalários e fraudes, além da retomada de concessões e desestatizações. O coordenador econômico Adolfo Sachsida afirma que os programas sociais seriam preservados.
Há, portanto, uma convergência limitada: os dois lados dizem defender os beneficiários de políticas sociais. A divergência está no risco. Lula afirma que não é possível cortar tamanha quantia sem atingir serviços e transferências; Flávio responde que desperdícios, privilégios e o tamanho do Estado oferecem espaço suficiente para o ajuste.
A ofensiva petista também esbarrou na Justiça Eleitoral. O ministro André Mendonça, do TSE, determinou a retirada de um vídeo que vinculava o plano rival a perdas em programas específicos, por considerar insuficiente o respaldo objetivo — sem, contudo, avaliar a viabilidade econômica do corte.
No palanque, Lula elevou o tom: “Eu e o povo queremos saber de onde vai cortar os R$ 250 bilhões com o tesouraço”. Flávio, por sua vez, declara que não pretende encerrar benefícios como Bolsa Família ou Farmácia Popular. Entre o temor mobilizado pelo presidente e a promessa de eficiência apresentada pelo adversário, permanece a lacuna decisiva da campanha: a conta detalhada do ajuste.
https://resumosbrasil.com/stories/01a12827-1d50-3906-70e5-389be287d658
Write a comment