Pró-governo diz que ataque houthi em Riade deixa 12 mortos e mais de 300 feridos
Pró-governo diz que ataque houthi em Riade deixa 12 mortos e mais de 300 feridos
O ataque ao Aeroporto Internacional Rei Khalid levou a guerra do Iêmen diretamente a um dos principais centros de transporte da Arábia Saudita. Segundo a autoridade saudita de aviação civil, 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas, incluindo cidadãos de oito nacionalidades. “Todos os feridos estão recebendo os cuidados médicos necessários”, afirmou o órgão, acrescentando que os danos materiais ainda seriam avaliados.
O balanço, porém, apareceu de forma desigual nos relatos iniciais. Enquanto uma fonte atribuiu os números à autoridade de aviação, outra informou que o governo saudita ainda não havia confirmado oficialmente as mortes e advertiu que o total poderia aumentar. Testemunhas descreveram feridos caídos no terminal, ambulâncias chegando ao local e parte do teto desabando perto de um portão de embarque.
Para Riade, o episódio integra uma sequência de ataques houthis contra território saudita. O aeroporto suspendeu as operações para inspeção de segurança, e voos foram desviados ou cancelados. Companhias como Kuwait Airways, Etihad e Qatar Airways interromperam rotas, enquanto o terminal pediu que passageiros verificassem a situação antes de viajar.
Os houthis apresentam outra leitura: Mohammed al-Bukhaiti, dirigente do grupo, reivindicou a ofensiva como retaliação aos bombardeios sauditas no Iêmen. Ele argumentou que as mesmas regras de proteção reivindicadas para instalações civis sauditas deveriam valer para “aeroportos, portos marítimos, salões de casamento e de velório, hospitais e mercados” iemenitas.
As duas narrativas convergem apenas num ponto: a escalada está atravessando fronteiras. De um lado, a Arábia Saudita destaca vítimas civis e perturbações na aviação; de outro, os houthis tentam enquadrar o ataque como resposta proporcional. Na prática, passageiros ficaram no meio do conflito, enquanto alertas internacionais, cancelamentos e novos bombardeios indicam que a crise está longe de recuar.
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