Eduardo promete recolocar Moraes na mira dos EUA se Flávio vencer
Eduardo promete recolocar Moraes na mira dos EUA se Flávio vencer
Eduardo Bolsonaro condiciona uma nova ofensiva contra Alexandre de Moraes ao resultado da eleição presidencial de 2026. Se Flávio Bolsonaro derrotar Lula, o ex-deputado afirma que procurará a Casa Branca e o Departamento de Estado para defender a retomada das sanções americanas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal.
Na leitura de Eduardo, a diplomacia do governo Lula foi o obstáculo que levou Washington a retirar Moraes da lista de sancionados. Com uma troca no Planalto, argumenta, essa barreira desapareceria. “Eu [farei] gestões junto à Casa Branca [e ao] Departamento de Estado por essa pauta”, declarou ao SBT News.
A posição confronta diretamente a justificativa apresentada por Lula em 2025. O presidente sustentou perante o governo americano que punir um integrante do Judiciário brasileiro representava violação da soberania nacional. Aplicadas em julho e revogadas em dezembro daquele ano, as medidas previstas pela Lei Magnitsky incluíam congelamento de bens nos Estados Unidos, restrições financeiras e cancelamento de vistos.
Eduardo, porém, trata a possível volta das sanções como consequência natural de uma vitória do irmão. “Com a mudança de presidente, eu não vejo mais esse obstáculo”, afirmou, acrescentando ter certeza de que pessoas que se consideram perseguidas comemorariam a decisão.
A disputa também tem dimensão pessoal. Condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e diz que não cumprirá a pena. Ele espera retornar ao Brasil por meio de uma anistia aprovada pelo Congresso ou de um indulto concedido por Flávio, caso o senador seja eleito.
Assim, as duas posições partem de premissas opostas: Eduardo apresenta a pressão estrangeira como reação legítima às decisões de Moraes; Lula enquadra a mesma iniciativa como interferência externa em instituições brasileiras. O resultado eleitoral, nessa disputa, decidiria não apenas o comando do Planalto, mas também o rumo da articulação com Washington.
https://resumosbrasil.com/stories/01a12827-1d9f-3e42-73c3-2561ad68be7c
Write a comment