Ratinho rompe neutralidade do PSD e embarca na campanha de Flávio
Ratinho rompe neutralidade do PSD e embarca na campanha de Flávio
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), escolheu um lado no segundo turno presidencial. Após conversar com Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, anunciou: “Vamos caminhar juntos pelo futuro do nosso Brasil!”
A decisão amplia a coalizão formada em torno de Flávio contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas cria um contraste imediato: Ratinho aderiu à campanha enquanto o PSD, comandado nacionalmente por Gilberto Kassab, preserva a neutralidade. A orientação partidária também se estende às disputas estaduais, deixando seus integrantes livres para fazer escolhas individuais.
Na cobertura sob a perspectiva da oposição, o apoio aparece sobretudo como mais um movimento de consolidação do campo derrotado no primeiro turno. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Augusto Cury também decidiram apoiar Flávio, enquanto Renan Santos liberou seus eleitores. O relato destaca ainda a vantagem apertada obtida pelo senador na primeira votação: 47% contra 45% de Lula.
Já a abordagem pró-governo enfatiza a engenharia partidária por trás da candidatura. Além das adesões individuais, Flávio fechou acordos com a federação União Brasil-Progressistas e com Podemos, Republicanos e Novo. Diretórios estaduais do MDB também poderiam anunciar apoio. Ainda assim, nem todas as siglas dos antigos adversários aderiram formalmente à campanha.
As duas leituras convergem num ponto: Ratinho entrega a Flávio um apoio politicamente relevante, mas não leva automaticamente o PSD junto. A diferença está no foco — uma ressalta a frente contra Lula; a outra, a expansão organizada das alianças. Com a disputa descrita como apertada, cada endosso ganha peso maior do que sua formalidade partidária sugere.
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