TSE põe Meta contra o relógio após campanha de Lula denunciar restrições

A Justiça Eleitoral exige dados sobre moderação, anúncios e métricas, enquanto a campanha petista aponta tratamento desigual e a Meta rejeita qualquer favorecimento político.
TSE põe Meta contra o relógio após campanha de Lula denunciar restrições

TSE põe Meta contra o relógio após campanha de Lula denunciar restrições
O Tribunal Superior Eleitoral deu 48 horas para a Meta explicar se publicações ligadas à campanha de Lula sofreram restrições seletivas no Facebook e no Instagram. A ordem alcança registros de moderação, dados de anúncios e métricas, além das medidas aplicadas desde 16 de agosto aos perfis oficiais do presidente e a contas de terceiros.

Na leitura da campanha petista, não se trata apenas de uma sequência de falhas técnicas. A coligação afirma que houve redução seletiva na entrega de conteúdo, comprometendo a “paridade de armas” na disputa. Também cita uma rede de 255 perfis no Instagram, supostamente geridos por inteligência artificial, que teria acumulado 58 milhões de visualizações em um mês com ataques a Lula, ao PT e à primeira-dama Janja da Silva.

A cobertura identificada como de oposição adota uma formulação mais cautelosa: fala em problemas relatados pela campanha no impulsionamento de publicações e registra que essas falhas, segundo a equipe de Lula, teriam diminuído sua visibilidade e beneficiado Flávio Bolsonaro. Nesse enquadramento, a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze aparece sobretudo como uma medida para preservar dados e apurar as reclamações, não como confirmação de irregularidade. Outro título do mesmo campo resume o caso como uma cobrança do TSE sobre o “impulsionamento de Lula”, deslocando o foco da possível restrição seletiva para o funcionamento dos anúncios.

A Meta rejeita frontalmente a acusação. Em nota, disse que as alegações são “simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos” e sustentou que muitos dos problemas técnicos mencionados não atingiram exclusivamente o Brasil nem contas específicas. A empresa afirma cumprir as normas eleitorais e garantir tratamento isonômico aos usuários.

As versões convergem apenas em um ponto: houve ocorrências técnicas que precisam ser esclarecidas. A divergência central é se elas foram gerais e involuntárias, como diz a Meta, ou seletivas e capazes de afetar a disputa, como sustenta a campanha. Caberá ao TSE confrontar essas narrativas com os registros das plataformas.

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