Apoio de Ratinho a Flávio desafia neutralidade do PSD e agita o segundo turno
Apoio de Ratinho a Flávio desafia neutralidade do PSD e agita o segundo turno
Ratinho Junior entrou de vez no segundo turno. O governador do Paraná anunciou apoio a Flávio Bolsonaro após conversar com o senador e com o governador paulista Tarcísio de Freitas. “Vamos caminhar juntos pelo futuro do nosso Brasil!”, escreveu nas redes sociais.
A decisão, porém, não muda oficialmente a posição do PSD. Sob o comando de Gilberto Kassab, o partido declarou neutralidade tanto na eleição presidencial quanto nas disputas estaduais. O ex-candidato da legenda Ronaldo Caiado também aderiu individualmente a Flávio, sem levar formalmente o partido para a coligação. Ao mesmo tempo, o candidato do PL acumulou o apoio da federação União Brasil-Progressistas, além de Podemos, Republicanos e Novo.
É justamente nessa diferença entre apoio pessoal e alinhamento partidário que surgem duas leituras. Para os aliados de Flávio, a adesão de Ratinho confirma a convergência dos principais nomes da direita e amplia o isolamento político do PT. Uma das coberturas resumiu o movimento afirmando que “a direita chega unida ao 2º turno e o PT fica totalmente isolado”.
O quadro institucional é mais fragmentado. Embora Romeu Zema, Caiado e Augusto Cury tenham endossado Flávio, nem todas as suas siglas aderiram formalmente. Renan Santos, por sua vez, liberou os apoiadores sem recomendar voto em nenhum dos finalistas.
Nas urnas, a vantagem inicial é estreita: Flávio terminou o primeiro turno com 47%, contra 45% de Lula. A eleição será decidida em 25 de outubro. Assim, o apoio de Ratinho oferece impulso político e imagem de unidade, mas não encerra uma disputa que permanece competitiva.
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