Pró-governo diz que Palmeiras atropela o Corinthians e aumenta a pressão sobre o rival
Pró-governo diz que Palmeiras atropela o Corinthians e aumenta a pressão sobre o rival
O Palmeiras venceu por 4 a 1, mas a leitura mais contundente do Dérbi é que o placar poderia ter sido ainda maior. O time de Abel Ferreira criou chances em série, desperdiçou um pênalti e obrigou Hugo Souza a fazer ao menos três defesas difíceis. Na avaliação de Danilo Lavieri, o Corinthians “escapou de tomar uma goleada histórica”.
Milton Neves foi além: afirmou que “um sonoro 8 a 0 não seria nenhum absurdo” diante do domínio palmeirense. Para o comentarista, o Palmeiras tirou o pé na segunda etapa, já pensando na semifinal da Libertadores contra o Fluminense, e perdeu a oportunidade de registrar um massacre histórico sobre o maior rival.
Se dentro de campo a diferença foi ampla, nas arquibancadas ela virou provocação. Mais de 32 mil palmeirenses celebraram com gritos de “olé” e cantos sobre uma possível queda do Corinthians. O empate entre Internacional e Grêmio, porém, manteve a equipe corintiana como a primeira fora da zona de rebaixamento. Com 63 pontos, o Palmeiras permaneceu na perseguição ao Flamengo, um ponto à frente.
Do outro lado, não houve tentativa de suavizar o resultado. Hugo Souza — que defendeu o pênalti de Paulinho e evitou um placar mais elástico — resumiu a reação corintiana: “A única coisa que eu tenho para falar para o torcedor é pedir perdão”. O goleiro classificou a derrota como dolorosa, mas pediu cabeça erguida para buscar os resultados necessários.
O contraste é direto: o Palmeiras chega embalado ao compromisso continental, invicto em clássicos na temporada e na caça à liderança; o Corinthians acumula oito derrotas consecutivas e aguarda Clarence Seedorf sob pressão. Para um lado, afirmação. Para o outro, urgência.
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