Pró-governo diz que Carrascal decidiu Fla-Flu travado e manteve o Flamengo no topo
Pró-governo diz que Carrascal decidiu Fla-Flu travado e manteve o Flamengo no topo
O Flamengo saiu do Maracanã com aquilo de que precisava: três pontos, liderança preservada e nenhuma obrigação de explicar a falta de brilho. Carrascal marcou aos 19 minutos do segundo tempo, após cruzamento de Paquetá, selando o 1 a 0 sobre o Fluminense. Com 64 pontos, o Rubro-Negro manteve vantagem de um sobre o Palmeiras; o rival tricolor permaneceu em terceiro, com 51.
Na leitura mais favorável ao vencedor, foi uma vitória de insistência. O Flamengo começou pressionando, encontrou Fábio em boa tarde e desperdiçou oportunidades antes de finalmente aproveitar uma das raras chances claras. “Se o Flu ficou no quase, o Flamengo aproveitou”, resume o relato da partida. O Fluminense, com uma formação mista e alguns titulares poupados para a Libertadores, cresceu depois das entradas de Ganso e Serna, mas não teve precisão para empatar.
A avaliação crítica é bem menos generosa. Para Milly Lacombe, o clássico “ficou devendo em emoção, em festa e em gols”, apesar de ter ganhado algum ritmo após as mudanças no segundo tempo. A colunista também sustenta que o Flamengo, titular e envolvido na disputa pelo título, permitiu que um Fluminense reserva equilibrasse o confronto — e que nenhum dos times mostrou grande ambição na reta final.
O principal contraste está na arbitragem. O relato registra que Pulgar recebeu amarelo após atingir o joelho de Castillo com a sola e que os tricolores pediram revisão do VAR. Lacombe vai além: classifica o lance como “escandaloso” e considera “inexplicável” a decisão de não expulsar o volante.
As duas leituras, porém, convergem no essencial: o Fla-Flu ofereceu pouco espetáculo. A diferença é que, para o Flamengo, uma única jogada de qualidade bastou — e, na corrida pelo título, eficiência vale tanto quanto festa.
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