Pró-governo diz que Fla-Flu expôs choque entre revolta tricolor e defesa da arbitragem
Pró-governo diz que Fla-Flu expôs choque entre revolta tricolor e defesa da arbitragem
A vitória do Flamengo por 1 a 0 manteve o time na liderança do Brasileirão, mas o resultado ficou em segundo plano diante da batalha de versões sobre a arbitragem no Maracanã.
O Fluminense concentrou sua indignação em três lances: a entrada de Erick Pulgar sobre Castillo, punida apenas com amarelo, e dois pedidos de pênalti no segundo tempo. O presidente Mattheus Montenegro afirmou que o volante deveria ter sido expulso e questionou a ausência de revisão pelo VAR. Em nota, o clube disse que o clássico foi “manchado por dois erros claros de arbitragem” e que decisões desse tipo podem alterar a dinâmica e o resultado da partida.
Samuel Xavier foi além. Para o lateral, a disputa pelo título teria pesado na condução do jogo. “Um lance desse nítido, expulsão, todo mundo viu, o Brasil viu, o mundo inteiro viu”, declarou. Ele também acusou árbitro e VAR de terem receio de aplicar o vermelho e sugeriu a contratação de profissionais estrangeiros.
Leonardo Jardim apresentou a leitura oposta. O técnico do Flamengo argumentou que Pulgar disputou a bola e atingiu o adversário na sequência do movimento — situação diferente, segundo ele, de uma entrada direta no joelho. “As pessoas veem muita maldade e querem expulsão”, disse, antes de elogiar Rafael Rodrigo Klein: “O árbitro foi muito bem.”
As duas partes concordam apenas sobre a intensidade do Fla-Flu. Para o Fluminense, porém, ela ultrapassou o limite sem a punição adequada; para Jardim, fez parte de um clássico marcado por duelos fortes. Entre a acusação de prejuízo esportivo e a defesa do critério adotado, o apito terminou como protagonista.
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