Foto vazada de Weverton coloca a própria PF sob investigação
Foto vazada de Weverton coloca a própria PF sob investigação
A fotografia mostra o senador Weverton Rocha (PDT-MA) em uma piscina com políticos do Centrão, na casa do advogado Willer Tomaz. Mas o foco imediato da nova investigação não é o encontro retratado — é o caminho percorrido pela imagem até sua publicação pela revista piauí.
No relato do campo pró-governo, a Polícia Federal abriu o inquérito depois de uma representação apresentada por Weverton. A corporação registrou que a foto fazia parte de um “inquérito sigiloso” e que a documentação ainda não havia sido disponibilizada aos advogados. A imagem havia sido extraída do celular do senador durante uma busca e apreensão ligada à investigação sobre suspeitas de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A versão situada no campo da oposição é, neste caso, praticamente idêntica. Ela também afirma que o conteúdo saiu do aparelho apreendido, estava sob sigilo e “não tinha sido fornecido ainda a advogados”. Não há, portanto, choque relevante entre as duas perspectivas sobre a origem da fotografia ou sobre a sequência dos acontecimentos.
A convergência desloca a tensão política para dentro da própria investigação. Se o material permanecia restrito aos autos, a PF terá de esclarecer quem teve acesso à imagem e como ela chegou à reportagem. A abertura do novo inquérito já foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal.
Entre as primeiras diligências previstas está o depoimento do delegado responsável pelo caso. Enquanto a apuração original examina suspeitas relacionadas ao INSS, o procedimento recém-aberto mira outra questão: uma possível quebra de sigilo durante a custódia de material apreendido.
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