Pró-governo diz que criptomoedas podem ter turbinado apoio irregular a Flávio

O TSE apura acusações de conteúdo manipulado contra Lula e recompensas digitais por publicações pró-Flávio. Marçal e o PL terão prazo para responder, e nenhuma irregularidade foi comprovada.
Pró-governo diz que criptomoedas podem ter turbinado apoio irregular a Flávio

Pró-governo diz que criptomoedas podem ter turbinado apoio irregular a Flávio
O Tribunal Superior Eleitoral abriu uma investigação sobre a atuação de Pablo Marçal e da plataforma Brasil 22 Token em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). De um lado, a campanha de Lula acusa Marçal de divulgar “discursos editados do presidente” para alterar o sentido das falas e beneficiar o adversário. Também aponta que o site oferecia criptomoedas a usuários que compartilhassem publicações favoráveis ao senador.

Do outro, ainda não há no material apresentado uma resposta de Marçal ou da campanha do PL. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva concedeu cinco dias para que ambos se defendam. A abertura do processo, portanto, coloca as acusações sob escrutínio, mas não confirma a existência de abuso eleitoral: a investigação “não representa, por si só, uma conclusão sobre a ocorrência de irregularidades”.

A diferença entre as posições é clara. Para a campanha governista, conteúdos supostamente manipulados e recompensas em ativos digitais podem compor uma estratégia coordenada de influência eleitoral. Já a postura adotada pelo relator é processual: reunir informações, ouvir os citados e evitar uma remoção imediata antes de esclarecer se outras ações já tratam das mesmas páginas.

Esse cuidado também apareceu numa disputa paralela. Flávio Bolsonaro pediu a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, sob acusação de divulgar informações falsas. A retirada chegou a ser determinada pelo presidente do TSE, Nunes Marques, mas Cueva derrubou a decisão e manteve o canal no ar, defendendo que o caso seja analisado em ação judicial eleitoral pelo plenário.

Nos dois lados da campanha, a batalha é semelhante: acusações de desinformação acompanhadas por pedidos para retirar páginas do ar. O contraste está na narrativa política; o ponto comum, na tentativa do TSE de levar as disputas para o rito judicial antes de impor sanções definitivas.

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