Pró-governo diz que confiança separou Palmeiras e Corinthians no Dérbi
Pró-governo diz que confiança separou Palmeiras e Corinthians no Dérbi
O placar foi contundente; as explicações, menos simples. O Palmeiras venceu o Corinthians por 4 a 1, chegou a 63 pontos e permaneceu na vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Do outro lado, a oitava derrota consecutiva deixou o rival na 16ª posição, com 32 pontos, fora da zona de rebaixamento apenas graças ao empate do Grêmio.
Abel Ferreira, porém, recusou a leitura de que o resultado tenha exposto um abismo entre os elencos. “Se você olhar jogador por jogador do Corinthians, são jogadores com currículo impressionante, eles têm uma boa equipe”, afirmou. Para o treinador, o elemento decisivo foi outro: “O que está acontecendo? É (falta de) confiança”.
A análise do jogo oferece um contraponto. Mais agressivo e organizado, o Palmeiras encerrou o primeiro tempo com 58% de posse, dez finalizações e vantagem de 2 a 0, sem permitir qualquer ameaça relevante. Aos cinco minutos da etapa final, já vencia por 4 a 0. A equipe também pareceu “muito mais inteira” fisicamente, pressionando o adversário e celebrando cada desarme.
Os gols traduziram esse contraste. Alexander Barboza abriu o placar em jogada ensaiada; Agustín Giay marcou duas vezes; e Matheus Bidu fez contra. Gustavo Henrique descontou no último lance, enquanto Hugo Souza ainda defendeu um pênalti cobrado por Paulinho.
Assim, Abel vê dois grupos tecnicamente mais próximos do que sugere o resultado, separados sobretudo pelo momento psicológico. O desempenho em campo, contudo, mostrou diferenças concretas de mobilidade, intensidade e controle. Para o Palmeiras, a goleada reforça o embalo antes da semifinal da Libertadores. Para o Corinthians, a confiança citada pelo treinador tornou-se mais uma urgência na luta contra o rebaixamento.
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