Pró-governo diz que ataques houthis paralisam Riad e elevam risco regional
Pró-governo diz que ataques houthis paralisam Riad e elevam risco regional
A nova onda de ataques expôs duas narrativas irreconciliáveis. A Arábia Saudita atribui aos houthis os mísseis e drones que atingiram o Aeroporto Internacional Rei Khalid, mataram ao menos 13 pessoas e feriram mais de 300. O terminal permanecerá fechado pelo menos até sábado (17), enquanto companhias como Lufthansa, Air France e Delta suspenderam voos. “Nunca vimos algo assim”, relatou o empresário Mohammad, que descreveu o medo em Riad e o possível impacto sobre as ambições comerciais sauditas. Em contraste, o ministro da Energia, Abdulaziz bin Salman, insistiu: “O desenvolvimento do nosso setor de energia continua”.
No plano diplomático, Riad combina ameaça de reação com uma cautelosa abertura. A coalizão saudita prometeu responder com firmeza, mas os chanceleres da Arábia Saudita e do Irã também discutiram “a recente escalada na região e os esforços que estão sendo feitos em resposta”. Não foram anunciados acordo, medidas concretas ou resultados. A incerteza alcança ainda o Estreito de Ormuz, corredor essencial para o comércio mundial de petróleo e gás.
Os houthis, por sua vez, dizem atacar aeroportos em resposta à ofensiva saudita contra áreas que controlam no Iêmen. Riad sustenta que voltou ao conflito para afastar o grupo de rotas petrolíferas estratégicas e conter seus avanços. O Irã, aliado dos houthis, tenta assumir o papel de mediador: “Expressamos repetidamente nossa disposição em ajudar a facilitar o diálogo entre as partes”, afirmou o porta-voz Esmaeil Baghaei. Ao mesmo tempo, os Emirados Árabes Unidos defendem uma ação conjunta de segurança, e Donald Trump afirma que Washington avalia participar de ataques contra o grupo — possibilidade que especialistas alertam poder ampliar os riscos para navios mercantes e para o abastecimento energético.
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